Não se preocupe, seja feliz! =)

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Mudei...

http://dwbh.wordpress.com/

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Da vida eterna

A vida eterna não começa quando morremos, mas sobretudo quando tomamos a firme decisão de amar...
Padre gente boa, durante sua homilia
no casamento da Dina e do Rodrigo

terça-feira, janeiro 31, 2006

II

O meu olhar é nítido como um girassol,
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...

Creio no mundo como num malmequer
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia, tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

(Alberto Caeiro)

Saudades da Alegria, que continua...

Tenho vivido "dias de samba"... Esses dias tava fuçando no orkut, e entrei em várias comunidades lindas... Elton Medeiros, Wilson Batista, Cartola, Paulinho da Viola, Chorinho, entre muitas outras... E, claro, ao som do grande Paulinho no fone de ouvido. E bateu aquela saudade gostosa do meu queridíssimo CD que se perdeu pelas estradas da vida... Vou até contar a pequena história dele, que é bem pitoresca...

Tava passando pela 100% Vídeo, do Shopping D. Pedro, e tinha uma super promoção de CDs, por preço de banana, algo como R$5,00 ou menos... Só que só tinha daqueles CDs ruins: axé, pagode, sertanejo, etc... Mas dei um voto de confiança... Pensei: "Deve ter alguma coisa aqui no meio que salva! Tem que ter!" Até que achei uma preciosidade, um verdadeiro tesouro. A alegria continua, gravação de um show ao vivo, com Mariana de Moraes, Elton Medeiros e Zé Renato, com sambinhas lindos, coisa fina mesmo! Ouvi bastante, inclusive foi por esse CD que conheci A mariposa, um sambinha muito fofo e engraçadinho, acho que até já coloquei a letra aqui nesse blog, em tempos idos... E um belo dia ele não estava mais no meu convívio, e não o encontro mais, de jeito nenhum... Resolvi me conformar e aceitar a perda definitiva, e viver com alegria o meu luto... Que mais posso fazer? =) Pra terminar, vou colocar mais uma vez a letra da pequena Mariposa...

A Mariposa (Wilson Batista)

A mariposa, triste e coitada
Veio ao mundo pra morrer queimada
E sofreu muito por ver a borboleta
Que vive no jardim beijando o cravo e a violeta

A mariposa sonhou que vivia
Entre as flores num lindo jardim
Que era mais linda que a rosa
Namorava o lírio e beijava o jasmin

Quando acordou, não era nada
Voou pra luz, morreu queimada
Coitada da mariposa

Mais do mesmo...

Posso dizer que a descoberta do Paulinho da Viola proporcionou em mim mais ou menos o mesmo efeito da descoberta do mestre Varillon, escritor da obra-prima Crer para viver... Provoca o mesmo pensamento: "Como consegui viver tanto tempo sem isso?!" Mais uma pérola do grande Paulinho...

Alento
(Paulinho da Viola)

Violão esquecido num canto é silêncio
Coração encolhido no peito é desprezo
Solidão hospedada no leito é ausência
A paixão refletida num pranto é tristeza

Um olhar espiando o vazio é lembrança
Um desejo trazido no vento é saudade
Um desvio na curva do tempo é distância
E um poeta que acaba vadio é destino

A vida da gente é mistério
A estrada do tempo é segredo
O sonho perdido é espelho
O alento de tudo é canção

O fio do enredo é mentira
A história do mundo é brinquedo
O verso do samba é conselho
E tudo o que eu disse é ilusão

Ame!

É impressionante como o ser humano tem um comportamento de grupo... Quando estamos em meio a um grupo de pessoas que estão todos fazendo uma certa coisa, temos uma tendência fortíssima a fazer o mesmo também, meio que por instinto... Tava lendo o blog da querida Kelly, nossa, quanta coisa bonita! E essa leitura reacendeu em mim um desejo que estava latente havia algum tempo, um desejo grande de escrever um monte de coisas... Às vezes até abria o blogger, tava ali com a faca e o queijo, mas desistia na última hora... Pensava: "Agora não estou no clima pra escrever", blá blá blá... Mas agora acho que não vou conseguir resistir não. E ainda não sei muito bem sobre o que quero escrever. Aliás, até sei. Sei que quero falar do Paulinho da Viola.

Ultimamente, tenho me deixado encantar bastante pela música dele. Em especial por duas delas, que vou colocar aqui mais cedo ou mais tarde. A profundidade das letras, o ritmo contagiante do samba, a alegria enraizada na voz dele, tanta coisa! Teve um dia que passei todo ouvindo a discografia dele, coisa fina mesmo! Bom, vou encerrar então com a letra de uma das que eu tô "namorando"... Linda, linda mesmo... Acho que nem preciso comentar muito, né? =)

Ame (Paulinho da Viola e Elton Medeiros)

Ame
Seja como for
Sem medo de sofrer
Pintou desilusão
Não tenha medo não
O tempo poderá lhe dizer
Que tudo
Traz alguma dor
E o bem de revelar
Que tal felicidade
Sempre tão fugaz
A gente tem que conquistar

Por que se negar?
Com tanto querer?
Por que não se dar
Por quê?
Por que recusar
A luz em você
Deixar pra depois
Chorar... pra quê?

terça-feira, janeiro 24, 2006

Homenagem aos pais

Bom dia a todos!

Gostaria que agora as minhas palavras fossem feitas palavras de todos os formandos presentes aqui hoje. Que cada pai e cada mãe ouvissem em minha voz a voz de seu filho.


Meus queridos, amados pais,

Viver implica em encontrar todos os dias a resposta a uma série de questionamentos.

  • Que horas eu vou acordar amanhã?
  • O que vou almoçar hoje?
  • Será que vai chover?
  • Caso ou compro uma bicicleta?
  • Ir ou não ir? Ser ou não ser?
São muitas as perguntas que a vida nos faz. Perguntas ora simples, ora mais difíceis. E a nossa vida é a soma das respostas que conseguimos: respostas dadas às vezes pelas nossas escolhas, outras vezes pelas escolhas daqueles que nos cercam, outras ainda pelo El Niño, pelo governo, pelo guarda de trânsito.

Muitas dessas respostas levam a outras novas perguntas. Ter um filho certamente é uma difícil e demorada resposta, que leva a muitos outros grandes questionamentos. Posso imaginar quantas perguntas habitaram a cabeça de vocês, meus pais, assim que receberam a noticia de que eu chegaria a este mundo:

  • Será que é menino ou menina?
  • Vai gostar de geografia, ou vai preferir a matemática?
  • Vai puxar a mãe ou vai se parecer mais com o pai?
  • Vai se casar e me trazer netos?
  • Será que vai gostar de comer toda a salada?
  • O que vai ser quando crescer?
São perguntas que vocês faziam já bem antes de eu nascer... Cada uma delas retratava as preocupações e as muitas esperanças depositadas numa nova vida que estava a caminho. Um filho, sim, modifica a vida dos pais. Tenho certeza que mudei a vida de vocês, e os seus questionamentos passaram a se preocupar comigo também.

Nesta minha mensagem, no dia de hoje, eu quero agradecer por vocês sempre fazerem parte, de alguma forma, de todas as perguntas e de todas as respostas da minha vida.

No início, quando eu era criança, obrigada, mãe, pelas respostas nas papinhas, nas músicas que você me ensinou a cantar, nas histórias que você me contava. Obrigada por fazer eu encontrar as respostas para o meu sono no seu colo, as respostas para as minhas malcriações nas suas broncas.

Pai, obrigada por me dar a resposta da vontade de crescer ao me carregar nos braços e me erguer ate lá no alto! Isso me dava uma vontade enorme de ficar grande e um dia ter o seu tamanho! Obrigada por fazer eu encontrar a resposta de como andar de bicicleta sem as rodinhas, de como matar o calor de uma tarde de domingo com uma mangueira de água no quintal.

O tempo passou, e pouco a pouco eu fui aprendendo com vocês, meus queridos pais, a como dar as respostas que a vida me cobrou. Quero agradecer profundamente pelo exemplo que sempre tive de vocês dois.

Muito obrigada, minha mãe, pelo seu exemplo de dedicação e de amor a nossa família. Muito obrigada, pai, pelo seu exemplo de honestidade e de justiça. Mãe, obrigada pelas doses de razão que você me ensinou a ter. Pai, obrigada pelo seu bom-humor. E também obrigada pelo seu mau-humor.

Agradeço a vocês dois por fazerem de suas vidas um grande exemplo para mim. Com estes exemplos, cada resposta minha tem uma marca da educação que vocês me deram.

Pai, mãe: aqui neste palco hoje está a filha de vocês. De beca, feliz, com meus vinte e poucos anos. Eu virei uma Engenheira de Computação. É mais uma resposta para a vida. Acho que estou virando gente grande...

Muito obrigada não apenas por fazerem parte tão importante em todas as respostas que dei até agora. Mais ainda: a minha eterna gratidão por vocês me ensinarem e incentivarem a sempre criar novas e cada mais desafiadoras perguntas para a minha vida.

Amo muito vocês dois!

Obrigada!
Discurso escrito e proferido pela Kelly
no mesmo dia do que consta logo abaixo

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Homenagem a Deus

Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e o sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.

E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si-próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda hora.


Caríssimos amigos e amigas,

Escolhi este pequenino trecho de um poema de Alberto Caeiro porque condensa muito do que quero falar, mas não vou me demorar explicando-o. Já dizia Mário Quintana: "Se alguém te perguntar o que quiseste dizer com um poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo..." Deixo para vocês o prazer de saborearem, por si próprios, estes profundos versos...

Fui incumbido pelos meus colegas de fazer uma homenagem a Deus, e que grande alegria o é para mim fazê-lo! À primeira vista, isso pode parecer um tanto quanto estranho, especialmente para aqueles de nós que não professam uma fé específica, ou ainda para os que negam a existência de Deus, objeto desta homenagem. No entanto, no discurso que ora faço, não me dirijo somente aos que crêem, mas a todos e a todas aqui presentes, sem exceção.

O Deus que venho homenagear não tem um nome, simplesmente porque Ele é muito maior do que um nome, e um nome não seria capaz de representar minimamente tudo o que Ele é. O Deus que venho homenagear não é o deus dos cristãos, não é o deus dos judeus, não é o deus dos muçulmanos, não é o deus dos hindus, não é o deus dos espíritas, não é o deus das mães e pais-de-santo... O Deus que venho homenagear não fica no céu, bem no alto, observando e vigiando tudo lá de cima, carrancudo, "mexendo os pauzinhos", pronto para castigar cada um ao primeiro erro cometido... não.

O Deus que venho homenagear é o Deus-Todo-Amor, e que só pode amar... É Aquele que está no nosso meio, e não O conhecemos... Que não se impõe, e permanece bem perto de nós como uma presença silenciosa, amiga e terna, sofrendo quando sofremos, se alegrando com a nossa alegria, chorando com as nossas dores... É o Deus que ninguém pode possuir ou usar em favor destes ou daqueles interesses; que quanto mais tentamos alcançar, mais ele se nos escapa por entre os dedos...

E por que homenagear tal Deus? Por que homenageá-lo na ocasião da minha formatura? Para agradar meus familiares e deixá-los mais felizes? Tenho certeza de que minha formatura por si só já os agrada bastante e os deixa bem felizes... Seria então para cumprir uma tradição? Ora, toda cerimônia de colação de grau que se preze tem uma homenagem a Deus, a minha não poderia ser diferente! Creio que não... Também seria, no mínimo, ingenuidade da minha parte dizer que "sem ele não estaríamos aqui", frase que me cansei de escutar em diversas colações de grau em que estive presente. Temos, sim, nossos méritos por chegar onde chegamos. Realmente, não foi Deus quem fez os nossos trabalhos, não foi ele quem ficou acordado de madrugada estudando para aquela prova complicada, não foi ele quem chorou nota com o professor, tampouco foi ele quem redigiu aqueles relatórios que pareciam impossíveis de terminar... Não, não é por nada disso, pelo menos não são estes os motivos pelos quais eu estou aqui, a proferir este discurso.

Homenageio a Deus hoje, no dia da minha colação de grau, porque é Ele quem coloca dentro de nós os sonhos... Não os pequenos e mesquinhos, mas os grandes... Grandes sonhos, grandes desejos... Sinceros, profundos... Graves! Desejos de utilizar o que aprendemos para construir um mundo mais justo e mais humano; desejos de doar a própria vida por um amigo, ou mesmo por um desconhecido; desejos de consumir todas as nossas energias em função do que acreditamos; desejos de tornar mais digna a vida dos que estão à nossa volta... Se pararmos um pouco para procurar, no silêncio encontraremos esses grandes sonhos... E cada um sabe exatamente o que sonha, o que deseja...

Dadas estas tão grandes razões, qual seria, então, uma homenagem à altura de tal Deus? Penso que cabe não só a mim ou aos meus colegas formandos, mas a cada um de nós fazer a verdadeira homenagem, não simplesmente com muitas orações, palavras bonitas ou ritos, mas de maneira especial através de atitudes concretas e das nossas próprias vidas, sendo homens e mulheres conscientes, atentos e fiéis aos nossos desejos mais profundos, e orientando todas as nossas escolhas e decisões em direção a eles.

Discurso escrito e proferido por mim na minha cerimônia "fantasia"
(não-oficial) de colação de grau, no dia 19 de janeiro de 2006

terça-feira, janeiro 03, 2006

Dias de chuva na IBM

Todo dia que chove razoavelmente muito, é muito legal... Eu chego na IBM e, onde eu trabalho tem uma espécie de galpão, imenso, com zilhões de baias, com mais ou menos 1,60m de altura, então dá pra ver por cima... E nesses dias é muito bonito, a galera coloca um monte de guarda-chuvas abertos pra secar em cima dos armários das baias... e, ao contrário do que se pode inicialmente pensar, nem todos são pretos! Aliás, poucos são... A maioria são bem coloridos, uns xadrezes, outros com bolinha, outros de cores bem vivas... tudo diferente! É uma festa de guarda-chuvas! Baseado nisso, fiquei com uma vontade louca de comprar um guarda-chuva bem bacana, colorido (mas nem tanto), pra engrossar o time... Ah! Enquanto tava escrevendo esse post, tive uma pequena dúvida básica... Copio abaixo a solução para a mesma.

O plural é guardas-chuvas ou guarda-chuvas?

Para formar o plural dos substantivos compostos com a palavra guarda, devemos observar o seguinte:

a) se o segundo elemento for substantivo, guarda não recebe o sinal de plural (por ser verbo). Exs.: guarda-chuva, guarda-chuvas; guarda-comida, guarda-comidas; etc.

b) se o segundo elemento for adjetivo, ambos os elementos se flexionam (guarda será substantivo). Exs.: guarda-civil, guardas-civis; guarda-florestal, guardas-florestais; guarda-noturno, guardas-noturnos; etc. Obs.: Guarda-marinha tem como plural guardas-marinha ou guardas-marinhas.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Amados com amor de eternidade...

Vou aproveitar a empolgação desse princípio de manhã e escrever também sobre algo que nos últimos dias tem especialmente atraído a minha atenção... Na semana passada conversei com um grande amigo, a quem admiro muito, o Pe. Toninho. Estava com algumas dúvidas vocacionais (a maioria delas ainda persiste, apesar de eu estar mais tranqüilo com elas), e queria muito conversar sobre isso. E ele me falou umas coisas que me provocaram muito. É impressionante o tamanho do amor de eternidade com que somos amados pelo Deus-Todo-Amor... Às vezes eu me espanto, e o bom mesmo seria que me espantasse, ou ainda, me encantasse, sempre! Talvez desse modo eu vivesse minha vida mais suave, mais... ... Mas que bom que eu vivo como vivo! =) Enrolo, enrolo e ainda não falei o que o Pe. Toninho me disse. Certo.

Muitas vezes eu fico esperando respostas de Deus, especialmente no que toca à vocação. E o que ele me falou foi que Deus nunca vai chegar pra mim e falar no meio da oração "olha, Lucas, eu quero que você seja um padre", ou então "quero de você um homem casado, com uma bela família, e muitos filhos"... É o que esperamos, não é verdade? Seria muito mais simples! Um plano todo traçado à nossa frente, só esperando pelo nosso "sim"... Mas Deus ainda vai mais além... Ele nos dá a liberdade de escolher o que queremos! E isso nos desconcerta, nos quebra por inteiro... Ele vai ficar muito feliz se eu escolher ser um sacerdote; vai ficar muito feliz se eu escolher me casar e ter filhos; e vai ficar igualmente feliz se eu escolher ser um religioso e viver numa comunidade de monges... Essa é a medida do amor do nosso Deus! =)

E nesses últimos dias, tenho sido especialmente agraciado (=milagre) com o dom de viver na carne essa liberdade, de experimentar isso, sem ter muita base, onde me agarrar... Como isso é difícil! Parece que tudo é tão mais simples quando não temos que escolher nada... Como é doloroso para nós ser livres! Parece que cada escolha, cada decisão, é um parto! E tal qual, envolve muita dor (não vou entrar no mérito da cesária...) e também muita alegria, quando a tal decisão finalmente é tomada. E não tem como ser diferente: a dor consiste em abraçar algo muito bom, e rejeitar algo igualmente muito bom. Nunca sabemos, de imediato, se o que abraçamos é o que realmente nos realizará mais, mas somos mais humanos quando corremos o risco... Somos mais nós mesmos quando nos arriscamos, e damos um passo meio que "no escuro", mas não exatamente... E como isso é belo! A arte de tomar decisões... A arte de nos abrirmos para o Amor... =)

O milagre da Vida

Pra variar, não sei o título que vou dar a esse post agora no início de sua redação... Mas deixemos isso pra depois. Todos os dias tenho sido agraciado com conversas muito boas e muito salutares pela manhã. Explico-me: o Lucas, meu querido xará, pega o fretado pra IBM no mesmo ponto que eu, e todas as manhãs vamos conversando o trajeto todo (que dura cerca de meia-hora) dentro do ônibus. Todos os dias são especiais, porque falamos de coisas diferentes, novas, mas hoje foi especial. No meio de uma conversa sobre não-sei-o-que, eu noto uma presença incomum e amiga no céu... A Lua, em plenas 8h da manhã, dando o ar de sua graça e banhando-nos de alegria... Quando a viu, o Lucas falou assim:

Você pode ter dois tipos de atitude diante da vida: ou você pensa que não existem milagres, que as coisas simplesmente acontecem e pronto, ou então você pensa que tudo é um milagre... Eu sou da segunda opinião...

Bonito isso, não? Cada respiração, o fato de eu estar aqui digitando tudo isso, e você estar lendo, tudo, simplesmente tudo, é um milagre. Como somos agraciados! =)

terça-feira, novembro 29, 2005

Bênção de despedida

Que a terra abra caminhos sempre a frente dos teus passos
E que o vento sopre suave os teus ombros
Que o sol brilhe sempre cálido e fraterno no teu rosto
Que a chuva caia suave entre teus campos
E até que nos tornemos a encontrar
Deus te guarde no calor do seu abraço
E, até que nos tornemos a encontrar
Deus te guarde, Deus nos guarde em seu abraço
(Igreja Metodista)

domingo, outubro 30, 2005

As decisões que tomamos

Nesse últimos dias tenho sido agraciado por poder perceber com uma clareza um pouco maior que o normal (não que isso signifique muita coisa) todo o processo que é percorrido ao se tomar uma decisão. As opções nos são apresentadas, e sabemos exatamente que caminho devemos tomar, o que vai nos fazer mais felizes, e isso é claro como o dia. Mas sempre insistimos em colocar uma infinidade de camadas por cima, complicando tudo ao máximo grau, inventando coisas que fazem o ato de se tomar uma decisão parecer a coisa mais difícil que um ser humano pode fazer. E por quê? E pra quê?... Temos medo! Medo de não saber como as coisas vão se desenrolar... Medo de não ter esse tipo de controle sobre a própria vida. Medo de tudo acontecer ao contrário dos nossos planos originais... Medo do inesperado! E queremos ponderar mais, refletir mais sobre que decisão tomar, não porque é realmente necessário naquele momento, mas apenas para adiar tanto quanto possível essa terrível hora...

Mudando um pouco o foco da conversa, ou melhor, do monólogo... É impressionante como é legal você "perceber" (gosto muito desse verbo... perceber...) as decisões que você toma. Como eu disse acima, você sempre sabe exatamente qual é o melhor caminho, mas vai colocando complicações por cima e no fim das contas, fica completamente confuso, perdido e desesperado, sem sair do lugar e com medo de tomar qualquer decisão... medo de errar! Mas se você por um momento se arrisca, e vai em frente, você sente uma paz e um alívio imediato, só por ter tomado a decisão, seja ela boa ou menos boa. Se foi uma boa decisão, você vai sentir a paz por ter tomado a decisão em si, mais a paz por ter tomado uma boa decisão, se bem que é bem complicado ficar quantizando isso... E se toma uma decisão não muito boa, você ainda sente paz, e fica claro também porque não foi uma decisão tão boa alguns minutos ou horas (talvez dias) depois, e como poderia ter sido melhor... E que, da próxima vez, você deve trilhar um caminho um pouco diferente daquele...

O difícil é exatamente aquele pequeno verbo gostoso... "perceber"!!! =) Ficar atento e ciente das decisões que são tomadas, os rumos aos quais elas nos conduzem... O arriscar-se... Bom. Bacana isso, né?
Deus é amor, arrisquemos viver por amor
Deus é amor, Ele afasta o medo
(refrão de Taizé)

Do amor

"O amor não é algo que possa ser possuído... é um estado de festa, e ninguém faz festa sozinho, ninguém faz um bolo para festejar consigo mesmo... festa se faz com um monte de gente, alegre, celebrando algo em comum... assim é o amor..."
(Dona Marly, uma velhinha fofíssima de 75 anos, que
encontrei um dia desses pelos caminhos da vida)

quarta-feira, outubro 05, 2005

Veni Creator Spiritus

Veni, Creator Spiritus,
mentes tuorum visita:
imple superna gratia,
quae tu creasti pectora.

Qui diceris Paraclitus,
Altissimi donum Dei,
fons vivus, ignis, charitas,
et spiritalis unctio.

Tu septiformis munere,
digitus paternae dexterae,
tu rite promissum Patris,
sermone ditans guttura.

Accende lumen sensibus,
infunde amorem cordibus,
infirma nostri corporis
virtute firmans perpeti.

Hostem repellas longius,
pacemque dones protinus:
ductore sic te praevio
vitemos omne noxium.

Per te sciamus da Patrem,
noscamus atque Filium,
teque utriusque Spiritum
credamus omni tempore.

Deo Patri sit gloria,
et Filio, qui a mortuis
surrexit, ac Paraclito,
in saeculorum saecula.
Amen.

Coração molhado

Me ensina a ser simples
Ó, doce chuva, calma chuva...
Acalma, chuva, a tempestade no meu peito
Quão suave é o teu toque!...
Quão delicada e singela a gota
Que de tuas entranhas vem
A minha fronte irrigar

Me ensina a ser manso
Manso e sereno
Como o laranja, o amarelo e o vermelho
Das flores acariciadas
Pelos teus dedos d'água
E que assim encantadas
Cantam a alegria de serem flor

Me ensina a harmonia da vida
A melodia que eleva e atrai
Ó, chuva que tanto inspira
E inunda de gozo e júbilo
Os corações dos que se deixam inspirar

Me ensina a ser carinhoso
Como a mão que alegre e calmamente
Dedilha as cordas da viola
E, animada pela tua alegrante e terna existência
Ó, deliciosa chuva, chuva boa,
Plenifica de notas, cores e sons o todo
E sacia toda a sede do inesperado

quinta-feira, setembro 22, 2005

Esgrima, família, festa, idiomas, mestrado, música...

Vou inovar um pouco dessa vez. Praticamente todos os posts (tá bom, talvez nem sejam tantos assim...) começam com um pedido de desculpas pelo imenso tempo sem sinais de vida, aquela baboseira de sempre. Então vou cortar tudo isso e ir direto ao assunto, ou seja, nenhum... A idéia é ir escrevendo o que vier mesmo... Tenho até alguns tópicos que gostaria de desenvolver sim, mas vamos ver. Tô com as pernas destruídas, especialmente a direita. Ontem teve treino de esgrima, e como eu tava sem praticar havia três semanas, foi uma história triste. Um dos motivos das faltas foi a véspera do feriado de 7 de setembro (o professor matou), o outro foi a extraordinária visita da mui querida Ana Clara ao nosso humilde distrito (Barão Geraldo), juntando-se a nós na celebração da vida da doce e pequena Karina (aliás, QUE FESTA hein!!!). Pra quem ainda não sabe, sim, estou fazendo esgrima na FEF (Faculdade de Educação Física - Unicamp) a preço de banana e estou curtindo pacas. A aula de ontem foi a primeira em que tivemos combate de verdade... Nas anteriores foram só movimentos básicos, técnicas de segurar o florete (existem três tipos de arma: o florete, a espada e o sabre... qualquer dia desses eu explico mais detalhadamente as diferenças entre eles... se você tiver morrendo de curiosidade, pergunte ao Google), fortalecimento de musculatura da perna, exercícios, etc... Mas ontem, nossa! Colocamos a máscara e um coletinho cujo nome eu esqueci, e lutamos (ou "jogamos", como eles falam) de verdade! E como cansa o negócio! Provavelmente eu senti mais porque tava sem treinar havia muito tempo, mas mesmo assim... Resultado: fiquei hoje o dia todo com a perna direita doendo, mancando, e sofrendo dores terríveis pra subir escadas... Mas é a vida... Estou cogitando caminhar um pouco todo dia, talvez acordar mais cedo e ir pra Unicamp a pé, dá uma boa meia-hora de caminhada... Tenho que mexer o esqueleto!

Coisas legais acontecendo: minha irmã tá morando com a gente! Ela decidiu fazer cursinho e prestar vestiba pra Engenharia de Alimentos no fim do ano, pra alegria geral da nação. Ela e minha mãe chegaram na quarta-feira passada: a Dri fica ad aeternum agora, e a mãe vai embora amanhã... Vai ser uma despedida bem dura... Passar uma semana inteira gozando de todas as regalias que só uma mãe pode proporcionar, como o colinho, aquele abraço antes de dormir e depois de acordar, aquela comidinha esperta que só ela sabe fazer, roupa lavada e passada, casa impecável... Só alegria!... Mas a Dri fica! Acho que a casa vai ganhar novos ares com uma presença feminina... Fiquei muito feliz dela vir morar com a gente, nossa! Os três irmãozinhos queridos reunidos, é muita alegria mesmo!

Mais coisas legais: ontem fui numa festa no DCE, tava meio miada, achei que ia bombar um pouco mais... Mas aconteceram umas coisas tão bacanas que se tivesse só um tantinho assim de gente acho que eu nem ia perceber tanto a diferença... Recebi a doce notícia de que o Dilly e a Nara tão namorando. Pra quem não conhece, são duas pessoas maravilhosas, ele da Computação (meu bixo!) e ela da Dança. O mais impressionante foi a aparência física do Dilly... Era outra pessoa! Ele costuma andar todo de preto, com coturno, cabelão solto, barba por fazer... Na festa ele tava de camisa social verde, cabelo preso, barba feita, todo chique! Nem parecia ele... E eles dois juntos são tão bonitinhos, nossa! Além disso, também encontrei mais pessoas muito queridas: o Messias, o Tarcísio, o Gui, o Virgílio, o Jinno, o Zé Luís (que voltou anteontem da Itália!!!), o Iuri, o Alladin, o Riba... Foi simplesmente tudo de bom! Pena eu ter que levantar cedo no outro dia, tive que ir embora 1 da manhã... Mas valeu!

A última coisa legal do dia: aliás, penúltima, lembrei de mais uma. Enfim. Minhas queridíssimas aulas de idiomas!!! (Lembrei de mais outra coisa legal) Hoje tive uma maratona, como (quase) toda quarta: começando com hebraico às 12h, depois italiano às 14h e pra terminar, latim às 16h. E tem também o francês, que é de terça e quinta. Estou simplesmente amando de paixão todas elas. Estou pensando até em trabalhar só 20h (a idéia inicial era 30h/semana) pra poder me dedicar mais a elas (as línguas)... de tão legal que tá! Esses dias na aula de francês, a professora trouxe uma matéria do Le Monde pra gente ler, pedindo pra focarmos mais as palavras que conhecíamos (a tendência natural é o oposto...). E qual não foi minha surpresa quando percebi que eu tinha entendido muito mais coisa do que eu achei que entenderia! Empolguei super, e comecei a me aventurar mais a conversar só em francês com a Rozenn (uma francesa gente boníssima que tá indo nas Missas na Unicamp, acho que já falei dela aqui)!!! A minha sorte é que ela é muito paciente, compreensiva, e acima de tudo, didática! Tem a maior das boas vontades em explicar tudo direitinho, os pormenores do idioma, as regrinhas, as pegadinhas, etc etc... A outra coisa legal que eu tinha lembrado, e que acho que vou escrever no mesmo parágrafo, é o mestrado... Hoje me ocorreu de correr atrás disso mais seriamente. Parece que não tem uma necessidade imediata de um projeto, o que pra mim é ótimo. Vou me informar mais a respeito. O que tá me movendo mais a isso, no momento, é a possibilidade de continuar o aprendizado das línguas... Eu estando fora da Unicamp, é mais embaçado pegar como aluno especial, ou como ouvinte, apesar de não impossível... E outra que mestrado sempre é bom, apesar de ser muito mais fácil e legal quando você tá realmante afim e disposto... Enfim.

A última coisa legal (vai ser a última mesmo, porque tá ficando meio tarde e eu tenho que dormir) é uma música. Ouvi-a pela primeira vez em 2003. Chama-se Maria, Trasparenza di Dio. Parece que é uma poesia escrita pela Chiara Lubich, fundadora do movimento dos focolares, e musicada pelo Gen Verde e pelo Gen Rosso, lindíssima (a poesia... bom, a Chiara também, no mínimo por escrever coisas tão lindas...)... É simplesmente a música mais linda e maravihosa e... enfim, não dá pra descrever em palavras, só escutando mesmo... a "mais tudo" música sobre Maria que eu já ouvi na minha vida. Muito boa mesmo! Eu tô com o vídeo emprestado aqui em casa, quem quiser é só entrar na fila, já tem duas pessoas querendo... O legal é que é uma música super comprida, com várias facetas, movimentos diferentes, ritmos, vozes, instrumentos, nossa! Eles capricharam mesmo! Tentei achar a letra na net pra colocar aqui, mas tá difícil! Vou ver se tiro assistindo o vídeo, propus até de fazer isso como "atividade extra-classe" pra Raquel, minha querida professora de italiano... Assim que eu conseguir, coloco pra vocês aqui. Bom... E isso encerra esse post. Boa noite.

quarta-feira, agosto 24, 2005

Viva o buteco

Estou pra encontrar coisa melhor que beber uma boa cerveja gelada com bons amigos num bom buteco... Acabo de voltar de um, onde passei agradabilíssimas horas com o Felipe e o Gui, depois do ensaio do coral de Taizé que eu não fui, pois tenho aula de esgrima no mesmo horário. Como é bom! Cheguei à conclusão que tenho que fazer isso mais vezes... tinha combinado com o Pietro, quando a gente se encontrou hoje no bandejão, mas acabamos nos desencontrando... É... acho que, no fim das contas, nem tem tanto assim a ser falado sobre esse assunto, mas achei interessante ressaltar a importância da "cultura do buteco" na minha vida e na vida do bom brasileiro que se preze... E antes que alguém diga algum disparate, pelo amor de Deus gente, eu não sou nenhum pinguço... sou adepto do "aprecie com moderação"... na maior parte do tempo... =)

Sonhos

Ultimamente tenho sonhado bastante, muito além do que eu normalmente sonho... aliás... de duas, uma. Ou eu realmente estou sonhando com mais freqüência, ou então eu já sonhava bastante, mas agora estou me lembrando dos sonhos com mais freqüência. De qualquer forma, fato é que essa última noite tive um sonho interessante e talvez engraçado. Estava jogando futebol com um monte de gente, acho que ninguém conhecido. E cada vez que eu dava um pulo, eu ia tão alto, mas tão alto, que não conseguia jogar! Eu era zagueiro, e morria de raiva porque não conseguia evitar o gol do adversário, pois estava nas alturas... parecia que eu era o único não-afetado pela lei da gravidade! Louco, né?

domingo, agosto 21, 2005

Fim de carreira...

Este post é bizarro. Estou num videokê na vila Madalena em São Paulo, plenas 3:25 da madruga, e eu acabo de notar que a tecla 3 do teclado tá queimada! Isso mesmo, parece que alguém enconstou um ferro quente, nossa, muito bizarro! Só não é mais bizarro do que o que eu estou ouvindo... Nossa, como tem gente que canta mal (com L ou com U?)! Não sei o que é pior: as músicas (tem gente que chama isso de música hehehehe) que eles escolhem ou como eles cantam... talvez um pouco do meu preconceito negativo seja devido ao meu sono... Digo preconceito negativo porque ultimamente aprendi com o irmão Cristóvão (da comunidade Taizé) sobre preconceito positivo, muito legal!!! Quando você encontra uma pessoa que nunca viu na vida, você assume que ela é boa e que vocês vão ter uma amizade muito legal, e que essa pessoa só tem coisas boas a oferecer. Resumindo, você dá um voto de confiança. E ele garante que funciona! Eles fizeram uma espécie de "lavagem cerebral" no pessoal que ia preparar a Jornada da Confiança em Aracaju (2003), nesse sentido da galera ter preconceito positivo... e deu certo! =) Enfim. Não sei se já falei sobre a Rozenn aqui. É uma moça francesa gente finíssima, que apareceu na Missa da Unicamp semana passada... Ela tá fazendo intercâmbio, faz ciências sociais e é super católica ponta firme, tá em todas, participando das Missas com a gente, reuniões da Pastoral, encontros, etc etc... Ela tá com a gente agora... Muito engraçado, ela nunca tinha comido cachorro-quente e ficou maravilhada =) Ela é muito aberta, e tô treinando bastante o meu semi-francês... tô no nível 2 do CEL ainda... Bom. Deixa eu voltar pra "festa"... se pá daqui a pouco chega a minha vez (uh, que emoção!) de cantar...

sexta-feira, agosto 05, 2005

Encantos com o idioma hebraico

Nessa primeira semana de aulas vi que meu semestre vai ser recheado de alegrias e boas surpresas, pelo menos no que diz respeito às matérias que estou cursando em si. Só falta uma matéria para me formar, e pra não desperdiçar os outros 26 créditos que posso usar, resolvi abusar das línguas... Estou matriculado em Hebraico 1, Italiano 1, Francês 2 e Latim 2. Talvez até já tenha falado isso aqui no blog, não me lembro e não estou com saco agora pra verificar. Enfim. Todas as quatro aulas de línguas foram maravilhosas, e me encheram de ânimo... especialmente e com todo o destaque para hebraico! Que língua fantástica, e que professora linda e fofa! Fiquei realmente maravilhado e encantado com tudo que vi na primeira aula...

A escrita hebraica envolve todo um processo cognitivo, aliás, acho que línguas semíticas em geral são assim, como árabe por exemplo. Só são grafadas as consoantes, e as vogais, apesar de serem pronunciadas, são suprimidas. Ou seja, você tem que ir "adivinhando" qual é a vogal que se encaixa... mas pelo que a professora falou, mais cedo ou mais tarde você acaba pegando o jeito... dadas x consoantes em tal ordem, são bem poucas as palavras que podem ser formadas por elas. Ela deu um exemplo... que palavra é b_n_n_? A maioria das pessoas geralmente responde banana depois de poucos segundos. Entendeu? Agora, uma coisa que eu queria saber é o porquê disso, depois vou perguntar pra professora. Mas que é legal, é! =)

Outras coisas legais:
  • Os verbos aprender e ensinar têm a mesma raiz;
  • Os verbos têm gênero. Por exemplo, se um homem quer dizer "eu estudo", ele vai dizer "ani lomed" (ani = eu), mas se for mulher, vai dizer "ani lomédet". Louco, né?
  • A escrita é de trás pra frente;
  • A palavra "shalom" é usada para mil e duas coisas: bom dia, boa tarde, boa noite, oi, tchau... Segundo a professora, depois de tanto tempo em guerra, o que eles mais querem é paz!!! =)
Tem mais coisa... A professora é tão legal, mas tão legal... recomendo pra todas as pessoas do mundo fazer essa matéria! Ela fala várias coisas da cultura judaica durante a aula, interessantíssimas. Ela falou de como as pessoas aprendem por contraste.. não sei direito o que ela tava falando pra chegar nisso. Enfim. Você só sabe que o vermelho é vermelho se tiver uma cor diferente perto, como o verde ou o azul... se tiver um vermelho claro e um escuro, aí vira cereja, salmão, sei lá... esses nomes malucos que as mulheres chamam de "cores", não sei porquê. Mas o que mais chamou minha atenção foi quando ela falou (uma coisa até meio óbvia) que quanto maior for o contraste, mais se aprende! Bonito isso, né? Quanto mais você convive com o diferente, com o contrastante, mais a sua própria identidade é realçada e conhecida por você... Isso é uma das bases para o ecumenismo e o diálogo inter-religioso, e também para toda convivência humana, tolerância, respeito mútuo, etc... Bom. Vou ficando por aqui. Tenho que dormir, de vez em quando é bom...

quarta-feira, agosto 03, 2005

Grude

Outra coisa sobre a qual eu queria ter falado, mas acabou faltando a oportunidade ou a vontade necessárias para tal... Mais ou menos uma semana atrás, ainda durante as férias, eu tive que vir pra Campinas pra resolver umas coisas de um estágio. A coisa legal que eu quero contar é a seguinte... Eu, a Pri e o Gui nos encontramos numa sexta-feira na hora do almoço no bandejão, e ficamos grudados até o domingo seguinte, à tarde... Fizemos as contas e foram mais de CINQÜENTA HORAS juntos!!! A gente só se separava pra tomar banho, era impressionante! Bandejão, cinema (duas sessões seguidas), Habib's, tv, comprar passagem na rodoviária, feira hippie no Centro de Convivência, ordenação do "Giácomo" em Sorocaba, facada no Boi Falô... Tudo isso juntos... Foi uma aventura e tanto! E marcou profundamente nossas vidas pra sempre... fortaleceu bastante nossa amizade... caramba! Como é bom ter amigos de verdade!!! =)

p.s. Não estou dizendo que pra ser amigo de verdade, precisa passar cinqüenta horas seguidas grudado, pelo amor de Deus... acho que deu pra entender a mensagem, né? =)

Coração agradecido por um dia simples...

São 2:27 da manhã, e eu tô muito quebrado... Mas tive uma vontade infinita de escrever. Hoje o dia foi tão bacana, "rendeu" tanto e me deixou com um espírito de gratidão tão grande, que eu simplesmente não resisti. Vou terminar de escrever isso primeiro, depois vou tomar um bom banho e dormir aqui no sofá-cama, no meio da sala mesmo.

Ultimamente estou tendo uma vontade muito grande de viver a espiritualidade inaciana, principalmente pelo nosso grupinho de partilha estar caminhando bem, graças a Deus, e por ter feito o retiro de oito dias há pouco tempo. Enfim. Na espiritualidade inaciana é muito comum uma coisa chamada "revisão do dia", ou "exame diário", ou outros nomes parecidos. São alguns minutos (não mais do que dez) que você dedica, geralmente no fim do dia, para: agradecer a Deus tudo que aconteceu no dia; pedir luz para discernir o uso que fez da liberdade; verificar situações em que permitiu que Deus atuasse na sua vida, sendo sinal de Sua presença e amor para com os outros; pedir perdão pelo bem que deixou de fazer, não se deixando conduzir por Ele; confiar a Ele o amanhã, experimentando a alegria de nEle depositar a esperança... Acho que deu pra entender, né? Pois é, eu raramente faço isso, porque quando lembro, já estou deitado na cama, e antes de pensar em começar, já estou dormindo pesado... Mas hoje vai ser a primeira vez, e bem aqui no blog... =)

Tive duas aulas de manhã, a primeira da única matéria obrigatória que me falta pra me formar, e a segunda de Francês 2, muito bacana. Bandejei com o Gui, fomos no banco resolver umas coisas, ficamos quase a tarde toda nos computadores do PB olhando e respondendo e-mails, entre outras coisas... No PB encontrei o Tarcísio, e marcamos de encontrar novamente mais à noite pra beber. Os pontos altos do dia começaram a acontecer depois que eu e o Gui saímos da salinha dos computadores. A Missa foi um dos grandes... quanta gente legal reunida num mesmo lugar!!! Foi tão gostoso reencontrar pessoas tão queridas depois de tanto tempo de férias, que no fim das contas nem foi tanto assim, ou até foi... Conversei bastante com bastante gente, antes e depois da Missa. Foi a primeira celebrada pelo "Pe. Giácomo" (o nome "de verdade" dele é Pe. Edson de Lima, mas a gente prefere chamar de Pe. Giácomo mesmo), ordenado há pouco mais de uma semana. Foi muito bonita!

Depois ainda teve ensaio do coral de Taizé, o tão querido e amado, salve-salve coral de Taizé... No começo estávamos só eu, o Felipe e a Josy, a gente tava meio num clima de W.O., pensando em cantar umas músicas só pra não perder viagem, mas o pessoal foi começando a aparecer, e daqui a pouco já tinha umas 10 pessoas!!! E mais uma vez, reencontrei gente muito querida que fazia tempo que não via... e tudo foi muito bom! Tive também a oportunidade e a honra de conhecer os pais da Pri (fofíssimos), que foram na nossa Missa e prestigiaram o nosso ensaio. Aprendemos várias músicas novas que vamos cantar na Jornada da Confiança desse ano, em Santo André, uma mais linda que a outra, e até que estávamos mais ou menos afinadinhos...

Depois ainda rolou um super cachorro-quente caprichado no Mineiro... o pessoal foi embora, e eu e o Gui fomos pro buteco na frente da Moras tomar umas cervas e conversar fiado... foi bom! Tinha combinado com o Tarcísio também, mas acho que ele se confundiu de bar... quando eu tava indo pra casa, umas meia-noite e quinze por aí, encontrei ele no outro bar no caminho de casa, sentei e tomei mais umas duas garrafas com ele, e jogamos mais um pouco de conversa fora... Isso, óbvio, é só um jeito de falar, porque na verdade, nada foi jogado fora... Tudo foi sim muito bem aproveitado! E como é bom conversar com bons amigos sentado numa mesa de bar tomando cerveja! Poucas coisas na vida conseguem ser melhores que isso... E depois de um dia tão alegre e tão festivo, chego em casa de alma lavada, com o coração agradecido, transbordando gratidão... =)

terça-feira, julho 19, 2005

O retiro de oito dias

Depois de voltar de São José do Rio Preto, fui dar uma olhada geral no meu círculo internético, blogs de amigos, email, orkut etc. E fiquei não triste, mas um pouco abatido (só um pouco mesmo) por não achar nada sobre o memorável sorvete no MASP no blog da tão amada, salve-salve Cris. Mandei um email curtinho pra ela, e algum tempo depois ela escreveu um post mó legal no blog dela, e me mandou outro email exigindo em troca um comentário a respeito do referido post, e um email contando sobre o meu retiro. Na verdade, eu já tava pensando mesmo em escrever algo sobre o retiro aqui nesse blog (eu pensei "in this very blog" mas não achei uma tradução à altura) mas acho que estava com um pouco de preguiça. Mas escrevamos então.

Antes de mais nada, aviso que esse post será um pouco longo, imagino que deva demorar algo entre 2 e 10 minutos para lê-lo por inteiro, e digo isto antes mesmo de o escrever, pois estou me sentindo um tanto quanto inspirado e com vontade de relatar a experiência não por completo, por ser demasiado profunda e pessoal, mas o que eu achar pertinente, relatá-lo-ei. Feitas as devidas considerações, vamos ao que interessa.

Um dia desses eu tava na festa julina na casa Santo Inácio, pra ser mais exato, dia dois de julho, e tive a alegria e a honra de encontrar o Pe. Ranieri por lá. Foi com ele que fiz um retiro na Semana Santa esse ano, na Vila Manresa em Itaici, junto com uma galera grande da Pastoral Universitária e do Projeto Universidades Renovadas. E ele, antes de entrarmos em algum assunto mais importante (se é que havia um), me perguntou se eu faria o retiro de oito dias, agora no meio do ano. Na mesma hora, senti uma alegria muito grande... já estava pensando nisso havia algum tempo. Estava passando por uns momentos meio difíceis na vida, e era exatamente o que eu precisava. Além de tudo isso, o retiro seria na Vila Kostka (casa de retiros imensa e linda, onde também os bispos da CNBB se reúnem) e com o Pe. Herreros (do Anchietanum), sobre o qual só ouço elogios rasgados de pessoas muito queridas. Encontrei com ele uma vez, e foi bonito, fiquei encantado com ele, e achei a oportunidade ideal para conhecê-lo um pouco mais, além dos benefícios mais ou menos óbvios do retiro em si.

Alguns dias depois, liguei no Anchietanum, falei com o Pe. Herreros e, para a minha tristeza, não poderia fazer aquele retiro, pois era direcionado para jovens que nunca tinham feito o de oito dias, e que não tinham muita experiência com os Exercícios Espirituais de Santo Inácio. Não que eu tenha muita experiência, mas já tinha feito duas vezes, portanto não poderia fazer. Já tinha até me conformado em fazer com outro padre, nos mesmos dias, lá na Vila Kostka mesmo... aí apareceu a querida Flávia. Eu falei pra ela que faria o retiro, e ela começou a investigar e vasculhar, quem era o melhor padre, o mais bacana e legal dos que iam dar retiro... ela também ia fazer um de oito dias, com o Pe. Edson Andretta (mestre de noviços dos jesuítas), e queria que eu fizesse a melhor experiência possível... no fim das contas, acabei fazendo junto com ela lá em Rio Preto, com o Pe. Edson também...

A casa de retiros (se chama Santo André) era linda... Gramado bem cuidado, muitas árvores, um ipê imenso escandalosamente florido e exibido, um bosque lindo com mais árvores, bancos de praça, e até uma concha acústica! Fica bem do lado de um colégio, que também se chama Santo André, e a gente que tava fazendo o retiro também podia circular pelo colégio. Tudo é cuidado pelas irmãs de Santo André, uma mais fofa que a outra, com suas saias coloridas e roupas alegríssimas... Conversei bastante com uma delas, a irmã Ana Maria, que tava ajudando no retiro. Ela me explicou um pouco da história da congregação... Foi fundada em 1200 e pouco, mas até 1960 e pouco ninguém sabia disso. Foi por essa época que as irmãs venderam para o Estado um terreno delas na Bélgica, e quando eles começaram a demolir acharam umas coisas diferentes, e chamaram arqueologistas. Descobriram várias coisas que as levaram a concluir a real data de fundação, e que as ajudaram a entender um pouco da própria história. Interessante, né! Elas têm uma relação muito próxima de amizade e cooperação mútua com a comunidade Taizé, freqüentemente ajudando os irmãos a preparar encontros e onde mais for necessário, inclusive foi na preparação da Jornada da Confiança de 2002 em Campinas que eu tomei conhecimento da existência dessa tão querida congregação. Desde 1600 e pouco elas adotam a espiritualidade inaciana como caminho no seguimento do Cristo.

Tinha uma outra irmãzinha muito fofa, que tava fazendo o retiro, a irmã Chafica. Ela é descendente de sírios e tem 83 anos, e é irmã há mais de 60. Foi muito bonito fazer o retiro com ela. Apesar de ninguém poder conversar, parece que tem um ar de amizade mútua e companheirismo circulando, muito legal... É muito legal ver alguém de carne e osso, verdadeiramente feliz e alegre por amar e servir a Deus por uma vida inteira, e encher a boca pra falar que vale a pena! E ela é super disposta, andava pra cima e pra baixo, ajudava a lavar as louças depois das refeições, e estava sempre com um sorriso muito bonito no rosto... =)

As capelas são outra coisa que merece bastante destaque... Todas com a assinatura do Cláudio Pastro, muito lindas e muito simples! Foi um privilégio e uma alegria muito grande ficar oito dias rezando em um lugar tão gostoso e convidativo... O que mais...? Foi bacana também porque pude conhecer um pouco mais o Pe. Edson. Tinha um contato muito de "ois" e "tudo bens", e não muita coisa além disso... e foi muito bom! Ah, e tem também a comida! Tava muito boa demais da conta, como em todo retiro inaciano que eu já fui até hoje... só tinham alguns pequenos probleminas: na janta nunca tinha farinha, e no almoço nunca tinha prato fundo. Só tinha na janta, porque tinha sopa, mas eu acabava usando o mesmo da sopa pra comida também. Mas putz, sacanagem, podia ter prato fundo e farinha tanto no almoço como na janta! Não custava nada... Mas como era retiro de silêncio, eu não podia sugerir isso pras cozinheiras... Fazer o quê?

Quando a gente tava indo embora, ainda conheci uma mulher muito bacana e especial. É assistente social, funcionária pública (esqueci o nome dela, que raiva!), já fez o retiro de trinta dias, fez parte muito tempo da CVX, é envolvida com muita coisa bacana na área social, e tivemos uma conversa muito agradável e revigorante (além de alegre e descontraída) no caminho da casa de retiros pra rodoviária (ela se ofereceu pra me dar carona). Ah, ela tem uma filhinha de uns 10 anos, linda! Queria tanto ter podido (!?) conversar mais com ela, mas... não rolou. Bom. O meu retiro foi mais ou menos assim. Espero que tenham gostado. Recomendo pra todo mundo, é realmente muito bom! =)

domingo, julho 17, 2005

Novo endereço, entre outras coisas novas...

Cheguei ontem à noite aqui em Campo Grande, e passei a noite olhando e-mail: fazia umas duas semanas que não cultivava esse hábito mui salutar... =) É, muita coisa tá mudando na minha vida. Acho que não vou ter saco a esta hora da manhã, depois de passar tudo isso de tempo na frente do computador, pra escrever o que eu realmente quero escrever sobre isso, vai ficar pra próxima... Mas só pra deixar com água na boca, se é que alguém vai ler isso, porque eu vou deixar as pessoas descobrirem por si só o novo endereço... acho que só coloquei no orkut até agora. Enfim. Eu e a Aline terminamos o namoro, depois de um ano, onze meses e vinte e dois dias... (foi por isso que o endereço mudou... não sou mais o "Lucas da Li"...) e foi bom. Muito bom! E o retiro também foi bom. Muito bom, também. Ah... por enquanto é só... tenho que dormir! Ah, também fui despedido do estágio, e estou pensando seriamente em me tornar monge de Taizé... =)

quinta-feira, junho 23, 2005

Eucaristia com hóstias ou com pão?

Estava dando uma olhada geral nas listas das quais faço parte, e vi uma mensagem no Nosso Quintal (lista informal do PUR de Sampa) com o título desse post no subject. Já tinha umas 3 respostas, e fiquei todo animado... Escrevi uma mensagem super bonita (eu achei, pelo menos) e resolvi compartilhar com vocês, leitores (assíduos?!) destre singelo blog...


Paz !!!

Fiquei muito feliz quando vi esse tema sendo discutido nessa lista tão querida! E não pude deixar de dar minha contribuição. Eu pessoalmente já participei de três Missas nas quais não se usaram hóstias. Vou relatar as duas experiências.

Uma foi na Missa aqui na Unicamp, que tem toda terça à noite. Aconteceu que naquela semana, o lugar onde a gente costumava guardar as coisas da Missa (panos, cálice, patena, âmbula, hóstias, vinho etc etc) estava fechando mais cedo, e ninguém ficou sabendo. Chegou na hora da Missa e tínhamos o povo assembléia), o padre, mas não tínhamos os paramentos... O padre Toninho, que por sinal é o padre mais querido de toda a história da Unicamp (pessoas das mais diversas "facções" da igreja respeitam muito ele), sugeriu de improvisarmos. Um amigo nosso tinha uma garrafa de vinho (canônico) no carro. Eu e mais outro cara fomos no bandejão, que fica na frente do prédio onde é a Missa, e pegamos uns 3 pães franceses. As meninas conseguiram um prato e um copo americano, e um pano de prato com os funcionários da faculdade... Improvisamos um saca-rolhas com chave de carro para abrir o vinho... no último momento, uma das meninas lembrou que tinha trazido os panihos (corporal, sangüíneo, etc) e não precisamos usar o pano de prato...

E foi um momento tão bonito, tão profundo!!! Estávamos em umas 20 pessoas, e foi legal cada um correr atrás de uma coisa, cada um dando a sua contribuição pra fazer a Missa acontecer! Na homilia o padre falou muito do sentido daquela celebração, que estamos muito acostumados a olhar Jesus na hóstia branquinha, redondinha, bonitinha ... e corremos o risco de olhá-lo como alguém muito distante, lá em cima, no mais alto dos céus, longe de nós... Na época de Jesus, na primeira eucaristia que aconteceu, ele celebrou com um pão que os judeus costumavam comer todos os dias, que fazia parte do cotidiano deles, como o pão francês faz parte do nosso... é esse o sentido! Um Deus que é todo-Amor e se faz um de nós, que se faz presente na nossa história, nas nossas decisões, no nosso dia-a-dia ...

Outra ocasião foi num mosteiro beneditino (Mosteiro da Anunciação do Senhor) em Goiás Velho - GO, durante a Jornada da Confiança de 2004. E essa Missa ainda teve a presença do bispo local, além de todo o pessoal do mosteiro, pessoas da comunidade, encontristas ... Foi com pão sírio, numa cumbucona de porcelana ... e foi uma experiência que até hoje guardo com muito carinho no coração, forte mesmo!!! O mosteiro em si é muito diferente do usual ... fica numa comunidade bem carente de Goiás, e fica aberto o tempo todo, qualquer um do bairro entra e sai a hora que quer. O hábito deles é todo branco, quase igual o hábito dos monges de Taizé, mas eles só usam nas celebrações ... normalmente eles andam com um "hábito light", que não tem a parte de baixo. Eles usam uma calça e esse hábito branco da cintura pra cima, com um capuz, mó legal... mas enfim, isso são outros 500, voltemos à questão da Eucaristia...

A terceira e última Missa foi na quinta-feira santa desse ano, num retiro de silêncio (inaciano) em Itaici. Foi celebrada no refeitório da casa de retiros, com uma mesa gigante no meio, e todas as cadeiras em volta (tinha umas 40 pessoas mais ou menos). Foi usado um pão o mais parecido possível com o da época de Jesus que conseguiram... redondo, bem grandão, e um só... o padre partiu em quatro pedaços (ainda grandes), e foi passando, cada um tirava um pedacinho, comia e passava pro próximo... e o mesmo com o cálice, cada um tomava um pouco e passava para o próximo... e foi legal !!!

Nas três situações que eu falei, a segunda difere um pouco da primeira, pois o pão sírio até onde eu sei, não contém fermento, enquanto o pão francês tem. Ou seja, teoricamente a Missa com pão francês não seria válida. Mas pesquisei em alguns sites, e parece que o pão sírio tem outras coisas além de trigo e água, como óleo, sal, etc... mas aí acho que depende de como se faz... acho que tem maneiras de fazer o pão sírio com fermento, e deve ter maneira de fazer sem sal e sem óleo, sei lá... E então, das 3, só a terceira seria "de verdade", pois o pão era só de trigo e água... Mas putz! Na boa gente... Acho no mínimo estranho condicionar a presença real de Jesus a este ou aquele ingrediente... temos que ter equilíbrio! Imagina só, as freirinhas estão fazendo as hóstias lá, e por acidente caem algumas gotas de óleo ou alguns grãos de açúcar ou de sal em algumas delas, e pronto, coitado daquele que comer aquelas hóstias! Não vai estar comungando, vai estar literalmente "comendo hóstia", pois não vai ser Jesus!!!! Acho isso um pouco de exagero...

Claro que não estou também falando para que se celebrem todas as Missas com pão sírio, ou com pão francês ou com qualquer outro pão... O problema não está na hóstia em si... mas sim como o mistério é vivido... dois aspectos tem que ser lembrados, por serem fundamentais: 1) A Eucaristia é o cúmulo do Deus-todo-Amor que se coloca em espírito, corpo, alma e divindade no meio de nós, se faz próximo de nós, e devemos tomar cuidado para não colocá-lo tão alto a ponto de o perdermos de vista ... 2) A dimensão comunitária da Eucaristia, ou seja, a fração do pão, que é repartido por todos. Realmente essa dimensão é um pouco menos visível quando só a "hóstia do padre" é repartida de fato, e as outras já são prontas, uma para cada um...

E caso alguém pergunte se eu considero válidas essas celebrações que eu participei e relatei acima... não sei ! Se a Igreja diz que não são, quem sou eu pra dizer o contrário? Mas também não sei até que ponto é papel da Igreja falar onde Jesus está ou não está, onde ele age e onde ele não age... tem aquela passagem, que nem sei se cabe aqui, mas me veio agora ... "o vento sopra onde quer, você ouve o ruído, mas não sabe de onde vem, nem pra onde vai"... Mas quem sou eu pra falar o que é ou não é papel da Igreja? hehehehehe =) Bom. Era isso... Espero ter acrescentado alguma coisa de útil na discussão...

forte abraço, (desculpem pelo tamanho do email)

Lucas da Li.
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"O que sacia e satisfaz a alma não é o muito saber, mas sentir e
saborear internamente as coisas" (Santo Inácio de Loyola)

segunda-feira, junho 20, 2005

Esperando pra almoçar...

Como é bom ler o blog da Cris!!! Pra quem ainda não teve a honra, tem um link em "Blogs de amigos" ao lado. Fazia tempo que não lia, e foi muito bom. Tão bom, que fiquei até mais animado e desejoso de escrever no meu, cuidar mais um pouco... Estou no estágio, um tanto quanto ocioso. Meu chefe foi pra uma conferência em Sampa, e meu "chefe-reserva" também não está aqui. Recebi algumas tarefas mais ou menos simples pra fazer, e estou esperando o pessoal ir bandejar, pra eu pegar carona com eles. E enquanto isso, baixando músicas medievais, e as escutando conforme vou baixando. E lendo blogs dos amigos, hábito mui saudável, que fui perdendo e pretendo recuperá-lo, especialmente agora que se aproxima o final do semestre, e com ele a promissora promessa (!!!) de mais tempo livre... talvez meras ilusões, tão somente... mas deixemo-nos iludir por enquanto. Estou fazendo muitos planos para essas férias, e também para o próximo semestre. Voltar a estudar flauta com a Laura, fazer natação, me dedicar ao centro acadêmico, talvez viajar mais, conhecer lugares e pessoas novas, fazer dança de salão, voltar a estudar latim, coisas assim... Talvez esteja sendo ambicioso demais. Talvez esteja sentindo falta do meu lado ativista, que está um pouco adormecido. E isso pode ser ruim. Não é bom ser ativista, ir pegando de tudo, e no fim não fazer e me dedicar a nada. Não sei. Bom. Vou almoçar.

quinta-feira, junho 16, 2005

Conversas da madrugada...

Impressionante... fico tempão sem escrever, e de repente, sai esse monte de posts ... o que me dá medo é depois eu ficar outro tempão maior ainda sem escrever, mas tudo bem ... o que importa é ser feliz! Agora estão vindo um monte de idéias na minha cabeça, de escrever sobre o Culto Ecumênico que a gente teve hoje na Unicamp, ou sobre a festa junina no IEL que eu vou daqui a pouco, ou sobre o fim do semestre, ou sobre qualquer outra coisa ... Mas não. O que eu quero mesmo é escrever sobre ... nada. Sei lá. Ficar divagando. Gosto muito das conversas que tenho com o Hanson quando estamos esperando a escolta da segurança no IC, de madrugada, depois de algumas boas horas de programação, pra completar trabalhos infindáveis de matérias de laboratório semi-chatas ... Vocês simplesmente não fazem idéia do que sai ... Mas pior ainda é quando você vai dormir na casa de um amigo/amiga, ou namorado/namorada, e os dois estão conversando, e ao mesmo tempo morrendo de sono... e um dos dois, ou os dois ao mesmo tempo, começam a falar coisas completamente sem sentido, mas muito sem sentido mesmo! Você começa a sonhar acordado, como se estivesse chapado, e fala as coisas que você vai vendo no sonho, mas que pra outra pessoa não faz o menor sentido... isso supera tudo! Legal ... mas ... e daí? Bom. Chega de conversa fiada. Vou comer, que eu tô com fome.

Conversa com o Tarcísio

Ontem tava voltando do futebol com o Gus, e ele foi deixar o Hanson na Unicamp ... vi que tinha um monte de faixas daquelas amarela e preta, da segurança do campus, e logo concluí que tinha festa. Resolvi ficar por lá mesmo, fui lá no IEL, e a festa tava só com uns gatos pingados, bem miada mesmo... Fui pegar o último busão da Moras, e encontrei o Tarcísio!!! Fazia tempo que não conversava bastante com ele, acho que a última vez tinha sido numa festa do IFCH, há um bom tempo, tipo uns 3 meses por aí. E foi muito legal. Muito legal !!! Tomamos umas brejas num buteco muito da hora, perto da Moras, até uma e pouco da madruga, jogando conversa fora, falando de lógica, epistemologia, e outras coisas legais. Fazia tempo que eu não tomava uma boa cerveja também. Estava há dias em busca disso... E como diz Deus na Criação (repare no tempo verbal): "vejo que tudo é muito bom"... =) Talvez alguém pergunte: poxa, mas porque você escreveu sobre a conversa no maldito blog? Ah, sei lá. Eu gosto de escrever sobre coisas legais. Não foi uma conversa que mudou a minha vida, aliás, mudou sim, mas não do jeito que a maioria esperaria... E ... ah, é isso mesmo. =)

Voltando ... ?

Tô escrevendo mais pra tirar as teias de aranha mesmo do que qualquer outra coisa, falar que eu ainda tô vivo e penso de vez em quando no futuro desde tão amado blog. Coisas legais que tão acontecendo na minha vida: tô jogando futebol toda quarta com o pessoal da minha turma, o semestre tá acabando e depois disso só faltam 4 créditos pra me formar... bom. Acho que essas eram as principais. Putz. Acho que vou escrever outro post sozinho, com outro tema. Esse aqui já tá meio perdido ...

sexta-feira, março 04, 2005

Boas notícias, más notícias, e uma pequena história bonitinha...

Mais umas coisas que esqueci de falar... Na festa do IA ontem, vi uma coisa muito legal. A Aline tava usando uns brincos muito bacanas, muito mesmo!!! Tipo uma argola de metal, com um pingentinho vermelho escuro dentro, e tipo uns raios de metal pra baixo, pendurados no anel... Acho que é meio difícil de visualizar, né? Sei lá. Enfim. E ela me contou a história deles, muito linda. Ah, primeiro deixa eu só ressaltar que é uma coisa raríssima ver a Aline de brinco, aliás, ontem acho que foi a primeira vez. Certo. Uma vez ela tava na casa dela, e viu um brinco muito bonito (um só, não um par), pendurado no abajur. Perguntou pra galera da república dela de quem era, uma menina se manifestou, e ela pediu pra usar. E ficou usando um brinco só, toda feliz. Ela falou que foi o brinco mais bonito que ela viu em toda a vida dela. E realmente é muito bonito. Um outro dia, ela tava conversando com uma amiga dela, a Rê, que falou pra ela que conhecia aquele brinco, e tinha um, e ofereceu pra Aline. Ela ficou muito muito feliz, com os dois brincos. Um carinha tinha comprado e dado um pra cada pessoa, e a Aline, que não tinha nada a ver com a história, saiu no lucro hehehehehe =) Da hora, né?

Outra coisa, um pouco triste. Na quarta à noite a Tai foi embora. Poxa! Já tô com um pouco de saudade dela, mas acho que ainda leva um tempinho pra minha ficha cair... Esse tempo todo que a gente passou, convivendo quase todo dia, foi muito bom! Nossa! Na pior das hipóteses a gente ainda se encontra no fim do ano, no casamento do Olívio e da Paula (eles vão casar dia 13 de novembro)... Mas espero encontrá-la antes disso... Acho que era isso. E outra notícia boa: a mãe do Celso tá melhorando! Não sei se cheguei a falar disso. A irmã do Celso faleceu há mais ou menos um mês, de câncer, e há umas semanas ele recebeu a notícia de que a mãe também tá com câncer... Ficou arrasado, mas agora ele tá se animando bastante, com a recuperação da mãe. Milagres acontecem, e estão acontecendo! =)

Quaresma: tempo de educar a vontade

Várias coisas bacanas... As aulas recomeçaram, peguei todas as matérias que eu queria, inclusive Francês I, que é super difícil de pegar e eu tô adorando, enfim. Tudo isso de legal. E eu estou aqui no estágio, dando uma pausa porque o rendimento caiu um pouco. Refrescar a cuca... E ouvindo Beethoven. Ontem rolou um monte de festas... na verdade, três. Uma no IFCH, que só dei uma passadinha depois da aula de Economia (parece que vai ser legal, o professor é jovenzão e cheio de vontade, mas parece meio caxias...), a outra foi do IA na frente do DCE, que tava muuuuuuiiiiito boa, e teve a da Computação no Mondo (um bar em Barão), que tava um lixo. A galera só foi pra pegar a cerveja à que tinha direito e vazou, basicamente, com excessão de uns poucos mais animados e empolgados. Na chopada do IA encontrei gente muito bacana que não via há décadas: o Raffles e a Aline (dos flautins). Ficamos conversando bastante, e curtindo música muito bem tocada. A banda tava muito boa, tocaram músicas como aquela do Anos Incríveis ("what would you do..."), Beatles, The Who, etc. Enfim. Não sei se todo mundo que lê esse blog (as 29018512 pessoas) já sabe, mas estou me abstendo de álcool e carne durante a quaresma. E ontem pensei sobre algumas coisas. Está sendo bem difícil esse tempo de trote, chegada dos bixos, porque tem muita festa e muita cerveja de grátis. Mas tudo bem. O que eu pensei não foi isso. Pensei no sentido das penitências de quaresma, desses pequenos (ou grandes) sacrifícios. Um amigo me perguntou: Pra quê você faz isso? Eu respondi, no meio do barulho da música e das pessoas conversando no meio da festa: É pra educar a minha vontade. Ele parou um pouco, e disse algo como "legal". Interessante isso. Às vezes as pessoas acham que jejum e penitência é pra se martirizar, pra pagar um pouco pelos pecados que cometeu, como se Deus não fosse Todo-Amor, Todo-Perdão. E educar a vontade é uma coisa difícil!!! Na quaresma, a meu ver, somos chamados a sair um pouco da rotina, da inércia, e refletir, pensar e repensar sobre o que fazemos e não fazemos, nossas atitudes, nossas motivações. E nos pegamos fazendo coisas que, lá no fundo, não queremos fazer. E tomamos consciência, consciência essa que nos provoca a tomar uma atitude concreta, a dar um passo firme. E nem sempre estamos prontos, nem sempre somos capazes de dar essa resposta decidida. Mas tudo bem. De novo, Ele é Todo-Amor e só pode amar. Ele sofre junto com a gente, nas nossas fraquezas, nas nossas limitações. E também nos provoca...

Nossa!!! Tá até parecendo o irmão Roger (de Taizé) falando hehehehehe =) Bom. É isso.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Tirando as teias de aranha...

Ainda não achei meus óculos. Acho que desencanei de procurar por eles, qualquer dia quando eu finalmente resolver arrumar a casa eles aparecem... Não fazem taaaanta falta assim. Faz um tempão que não escrevo aqui, eu sei. E também não vai ser agora que vou atualizar o bendito blog. Só escrevi pra tirar um pouco as teias de aranha, e dizer que vontade de escrever todo dia não falta, mas... como estava refletindo comigo mesmo ontem, "constância" é uma virtude que eu definitivamente não tenho, em quase nada na minha vida, e que é um sonho dos mais sonhados ter. Um dia eu chego lá. Nessa Quaresma, especialmente, estou me esforçando muito para isso e para outras coisas. Vai que sai alguma coisa... já dizia o ditado, "água mole em pedra dura..." =)

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Telefonema alegre

Perdi meus óculos. Não permanentemente, eu espero. Devo ter deixado em algum lugar aqui na casa mesmo, mas ainda não criei coragem suficiente para procurá-lo, ou talvez não tenha precisado tanto, quanto sei que vou precisar amanhã, pra trabalhar. Enfim. Nossa, é tão legal quando eu consigo começar um post sem ter que fazer muito esforço! Nossa, eu estava prestes a falar outro "enfim"!! Enfim, de qualquer jeito, já falei "nossa" de novo mesmo, a essas alturas do campeonato, tanto faz. Enfim. Hoje tava pensando cá com meus botões. Não consegui fazer praticamente nada do que eu tava querendo fazer esse fim de semana. Lavei só um pouquinho de roupa, pois choveu, aliás... Tenho ficado com um pouco de raiva desse tempo ultimamente. A frase "só chove nessa cidade" tem freqüentado a minha boca mais do que eu acharia normal. E estou com um pouco de raiva disso, de eu estar ficando bravo com a chuva. Nossa, a chuva é tão legal! Só as vezes que a gente não consegue enxergar a beleza dela, por estarmos preocupados com nosso mundinho. Sei lá. Nossa, tenho que parar de falar "sei lá" toda hora, e "enfim" também, e "nossa" também. É. Mas fiquei extremamente feliz agora há pouco, e estou agora. Exultante de alegria. Fazia tempo que queria ligar pra Chris, uma grande amiga minha, altamente expert em música, rege vários corais, e tive a imensa alegria e felicidade de cantar com ela por seis meses em um madrigal, o saudoso Cais do Canto. Combinamos de almoçar amanhã, aqui em Barão. Mal posso esperar! Tinha prometido emprestar um livro pra ela, o famoso Crer para Viver, do Pe. François Varillon. Vou tratar de encontrá-lo no meio da minha bagunça! Mas, putz, fiquei muito feliz mesmo de ter falado com ela... Gosto demais dela, muito gente fina. Gosto de conversar sobre religião com ela. Ela me disse uma vez que eu sou uma das únicas pessoas que consegue conversar desses assuntos com ela. Que bom que alguém consegue, né? Não sei muito bem ainda qual a finalidade desse post. Aliás, se você parar pra ver, não são muitos os posts desse blog que têm uma finalidade bem definida. Mas esse especificamente tem por objetivo compartilhar essa alegria de falar com a Chris, nossa... Que legal que a gente vai se encontrar !!!!! Bom. Pra vocês não sei se faz muito sentido tudo isso... De qualquer maneira, fica o convite... conheçam a Chris! Para saber como, me pergunte =)

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Escrever

Uma grande amiga minha, a Tai, me mandou esses dias o link do site de um jornal muito bonito e muito especial, o Jornal Recomeço. É distribuído em um presídio em Leopoldina, MG, e construído junto com os presidiários, com quase todas as colaborações deles. Vale a pena dar uma lida na história deles, e também nas primeiras edições. Eles tentam levar aos presos a alegria de escrever, de se expressar. E isso me fez pensar. Aliás, todas as coisas que nos acontecem nos fazem pensar, nem que seja por alguns milésimos de segundo. Enfim. Eu gosto de escrever, embora raramente tenha tempo para isso, ou faça tempo para isso. Mas sei lá. Agora acho que não é o momento de escrever. O triste disso é eu ter percebido só agora. Mas sabe aqueles momentos em que é melhor a gente ficar calado, quietinho no nosso canto, só aproveitando o agora, só estando ali, se alegrando com a beleza do momento presente... Só se encantando com a alegria da vida, o dom maravilhoso de se alegrar com cada pequena coisa que nos acontece... Acho que é por aí. Nossa, acho que parece mais um hippie falando, né? Acho que não estou muito inspirado hoje... Melhor parar. =)

Peer Gynt - Morning Mood

É difícil descrever a experiência que é vivenciada ao se ouvir "Morning Mood", da obra Peer Gynt de Grieg. Eu diria impossível. Estou ouvindo agora. O solo de flauta no começo, o diálogo desta com o oboé, toda a harmonia, a dança implícita na melodia divina, nossa!!! É bonito demais!!!

Indicador de presença

Tava pensando numa coisa interessante: acho que eu sou o único freqüentador da Ciatec (incubadora onde fica a empresa que eu trabalho, a Délirus) que coloca o copo em cima do galão de água (daqueles grandes, que vira de cabeça para baixo) depois de sacia sua sede. Na verdade, acho que o que eu queria mesmo era lembrar de trazer uma caneca, pra não ficar usando copos descartáveis, que demoram infinitos anos para se decompor. Mas eu acabo usando a solução paliativa e preguiçosa, mas que de certo modo ajuda um pouco (tá bom, bem pouco) a melhorar a situação. Uso o mesmo copo várias vezes, pelo menos até vir alguém e jogar no lixo, sem mais nem menos. Aliás, existe toda uma discussão sobre isso. A galera da biologia, por exemplo, leva caneca pra cima e pra baixo, só pra não usar copo descartável. Eu acho muito válido isso, e sonho em um dia também ter essa atitude, como sonho com várias outras coisas meio "utópicas", ou talvez nem tão utópicas assim, mas que acabam ficando diante da minha preguiça absurda e falta de determinação e decisão. Mas enfim. Existe um jeito fácil de, estando na Ciatec, saber se eu estou presente sem ter que subir as escadas até a sala onde fica a empresa: é só olhar em cima do galão de água do bebedouro. Se tiver um copo, com certeza eu estou lá. Mas nada se pode afirmar se estiver vazio. Se isso é útil pra alguma coisa? Improvável. Mas e daí? Acho que são só pequenas experiências diárias, que eu queria deixar registradas mesmo. Pra mim, elas tem o seu valor. E queria compartilhar com meus leitores. É isso.

Karadar

Acho que estou começando a criar uma pequenina tradição de dar boas dicas de internet nesse blog. E isso não é de todo ruim, aliás, é muito bom, apesar de levar o dito cujo blog para rumos não desejados inicialmente. Enfim. Já conhecia esse site há muito tempo, o tal Karadar, por indicação de um grande amigo meu, o Volnei (tenho que olhar pra cima pra falar com ele!). É um site simplesmente fantástico, com milhares de mp3 de músicas clássicas de grátis. Você entra lá (o link é aquele do lado, que tá escrito "MUITO BOM!"), se cadastra rapidamente, procura músicas, monta sua coletânea, e baixa os arquivos. Antes de começar a baixar, ele ainda faz uma pergunta legalzinha, com cinco respostas possíveis, e a escolha quase sempre é óbvia, e a coisa toda acaba ficando bem engraçada. Enfim, a dica está dada. Divirtam-se! Pra quem não conhece muito música clássica (não que eu seja um profundo conhecedor, mas "eu me garanto"), tenho algumas dicas legais: os concertos de Brandeburgo (procure por "brandeburg" em title), as danças polovetsianas ("prince igor"), a peça Peer Gynt, entre outros. É isso.

quinta-feira, janeiro 06, 2005

Folia de Reis - Encontro Cultural de Laranjeiras

Ano passado, alguns amigos meus dos Flautins Matuá (o Carlão e a Rê) passaram as férias de janeiro no Nordeste, e particularmente no começo de janeiro, eles foram pra Laranjeiras, uma cidadezinha a 26 km de Aracaju, no Sergipe. Todo ano, mais ou menos em torno do dia 6 de janeiro, que é o dia de Reis (comemora-se a visita dos reis magos ao menino Jesus, recém-nascido), acontece o Encontro Cultural de Laranjeiras. É um mega festival que reúne os maiores expoentes da cultura popular brasileira, especialmente do Nordeste. Eles (o Carlão e a Rê) voltaram totalmente maravilhados de lá, contando mil coisas, que meus olhos foram brilhando, de um jeito... E esse ano, hoje que é dia de Reis, acho que essa chama reacendeu! Vou fazer umas economias pra ver se no ano que vem eu vou com a Li pra lá, conhecer um pouco aquela terra linda! E olha que eu tô animado, hein!! Quem quiser ir junto, dá um toque, a gente vai se programando. Se bobear, a gente até anima de ir de carro, numas 4 ou 5 pessoas, ia ser tudo de bom! Parando nos lugares, conhecendo e contemplando cada pequena maravilha durante o percurso. Nossa! Vamos ver se vira, né! =)

Fotos de satélite - site legal!

Esses dias tava procurando fotos de satélite da ilha do Cardoso, aliás, acho que ainda não coloquei nada falando sobra a viagem...! Mas isso fica pra depois, aliás, nem sei se vou colocar... Mas o que eu preciso fazer é pelo menos colocar um link aí do lado para as fotos. Enfim. Aí acontece que achei esse site super bacana, fácil de usar, com fotos de satélite do mundo todo. Você vai dando zoom, clicando no mapa, até dar pra ver as cidades, avenidas principais, etc. Não chega a ter uma precisão absurda, como seria de se desejar, mas dá pra brincar bastante. Se chama MapMart. Pra acessar, o endereço é www.mapmart.com, e além de fotos de satélite, tem também fotos aéreas, e várias outras coisas legais, mapas de tudo quanto é tipo... Bom, foi dada a dica. Divirtam-se! =)

Férias em... Campinas!... ?!

Está sendo bastante legal essas férias. É a primeira vez que passo janeiro e fevereiro longe de Campo Grande, longe dos meus pais, da minha família. Tem um monte de gente bacana que também tá ficando em Campinas, por causa de estágio, iniciação, trabalho, etc. E isso é muito bom! Durante o ano letivo, é muito difícil conversar direito com as pessoas, com os amigos... Talvez eu até esteja usando o estresse da faculdade, os trabalhos, provas, laboratórios etc só pra justificar o meu desleixo com as minhas amizades, mas fato é que a vida acadêmica dificulta um pouco a vida social. Tá, só um pouco... bem pouco... mas dificulta. E agora, nas férias, é muito mais legal. A gente fica no estágio o dia todo, chega de noite e vai fazer o que? Estudar? Nãããoo... Visitar os amigos, conversar à toa, tomar uma cervejinha na Casa São Jorge sem ter que se preocupar com nada... Essa semana foi bem "cheia" nesse sentido. Ontem fui lá na Tibá, fazer companhia pra Aline e pra Kaya, o Bauru (o namorado da Kaya, não o sanduíche) tava lá também. Comi um lanche no Kalunga (não a loja de comprar caderno, o Kalunga Lanches!), que não conhecia e descobri que é muito bom!!! E dizem que tem um super caldo de feijão nervoso lá, que custa só três reais. Eu e a Aline ficamos conversando até uma e pouco da manhã, e acabei dormindo por lá mesmo. Nossa, como é bom ter tempo pra conversar das coisas da vida, descansar um pouco a cabeça e o coração...

Anteontem, eu e a Tai fomos na casa da Josy, a mãe dela tava lá (a dona Ivone), muito legal ela. A Josy fez uma super macarronada caprichadíssima, ficamos conversando um tempão, e depois começou a cair um dilúvio que não parava mais. Quase que a gente dorme por lá, mas eu tava com o carro do Olívio e tinha que levar em casa pra ele trabalhar no outro dia. Quando fui levar a Tai na casa dela, umas das ruas no caminho tava alagada, tinha até um carro enguiçado, com o pisca-alerta ligado. Acabou que ela dormiu lá em casa, aliás, preciso lembrar de ir pegar meu chinelo que ela levou! Tô passando bastante tempo com a Tai também, tá dando pra gente conversar bastante e botar o papo em dia... E tá sendo muito legal!!! Amanhã a dona do meu coração vai vir pra cá, passar o fim de semana, não vejo a hora dela chegar!!! A gente vai aproveitar e dar um pulo em Mococa, visitar o nosso amigo Rodrigo, que recém-chegou da Índia, ele tava fazendo intercâmbio lá, ficou seis meses... E vamos também passar em Pedreira, ficar um pouco com a Fabi, irmã da Li. Faz tempo que a gente não vai pra lá! Enfim... Tô querendo abaixar o número de mensagens não-lidas na minha caixa de e-mail, hoje deve ter umas 2500!! E também ver se consigo uma vaga para catequista na Santa Isabel, tomara que eles tenham alguma turma durante a semana! E também queria dar uma organizada na parte de links do blog, tá meio zoneado... Sei lá. Bom. É isso! =)

Medidor de estresse

Tava ficando com saudades de escrever aqui já... Hoje de manhã eu tava vindo pra Unicamp, resolver umas coisas, e reparei num negócio bem interessante. Na avenida 2, pertinho do Aulus (restaurante), tem uma calçada com umas placas de concreto, que depois de um tempo eu comecei a chamar de "medidor de estresse". Quando eu tô com pressa, eu acho um saco passar por essa calçada, e acabo indo pela rua mesmo. O que acontece é que as placas de concreto são pouco espaçadas, e não consigo acertar um passo em cada placa, ou seja: acabo pisando um pé no concreto, outro na terra, outro no meio dos dois, é uma bagunça! Isso me lembra um pouco o filme Melhor é impossível, com o Jack Nicholson e a Helen Hunt. Mas outra coisa muito engraçada acontece quando eu tô "tranqüilo"... As coisas se encaixam perfeitamente! Além disso, eu percebo que, quando eu tô com pressa, estou completamente desligado de tudo, pensando no que eu tenho que fazer, que dar conta, nos problemas, etc. E quando tô na paz, andando um passo por placa da calçada, estou ligado em tudo, nas coisas pequeninas que fazem a nossa vida mais alegre e cheia de ... vida!

terça-feira, dezembro 28, 2004

Siso...

Mais um siso tá nascendo... e tá doendo! O primeiro veio pra ficar, sem causar grandes problemas, vamos ver se o segundo também se comporta direitinho. Tenho que tomar vergonha na cara e ir num dentista algum dia desses. =)

Experiências incríveis com a Alegria alegrante

Vou advertindo logo de cara que no atual momento eu estou um pouco inspirado, apesar de estar com muito sono. Ou seja, esse post vai ser um pouco longo, e demandará uma quantidade significativa de paciência, se é que paciência é algo que se possa quantificar. Certo. Pra começar, aliás, já comecei... ferrou. Pra continuar, então. Estou feliz. Muito feliz. Talvez até esse seja um dos picos da senóide, o "alto" dos intermináveis altos e baixos da vida de todo ser humano que se preze, ou seja, talvez eu esteja muito feliz agora, mas daqui a alguns dias ou horas eu esteja muito triste, e mais alguns dias ou horas esteja muito feliz de novo, e assim sucessivamente. Mas o fato é que eu estou muito feliz AGORA.

Fui assistir Os Incríveis no cinema, e tive que ir sozinho. Queria muito, muito mesmo, ver esse filme, e tinha um tempo livre perfeito, mas ninguém queria ou podia ir comigo. O que eu fiz? O que uma grande amiga minha (a Cris) faria: fui sozinho mesmo. E devo dizer que não me arrependi nem um pouco da decisão. Ri à beça, o filme foi realmente muito legal, recomendo pra qualquer pessoa... É o tipo de filme que agrada a todos os gostos, todos mesmo. E agrada não só porque é um filme genérico, ou um filme genérico bom... mas porque é um filme genérico bom e LEGAL PRA CARAMBA. =) Mas enfim. Quando eu tava saindo do cinema, tava andando pelo shopping deserto (era mais ou menos meia-noite) em direção ao carro. E tive um daqueles acessos de alegria. A invasão de uma "presença alegrante". Confuso demais? Talvez. É meio difícil de explicar em palavras, talvez impossível. Mais provável que seja impossível mesmo. Antes de ir embora pra casa, entrei no carro e fiquei uns 3 ou 4 minutos curtindo a Alegria alegrante, quieto e aberto. Foram minutos mágicos. E simples. Como tudo que é realmente bom na vida... simples!

Hoje falei bastante com a Li por telefone. A Li... Acho que estou apaixonado. Não... Definitivamente, eu estou apaixonado. Que menina linda!!! Fazia alguns dias que a gente não conversava por mais de 30 segundos. Foi revigorante. Sempre é uma alegria muito grande falar com ela. Faz bem aos ouvidos, faz bem ao coração. A voz dela é como música para os ouvidos. Ontem eu tava jogando sinuca com alguns amigos, muito bons amigos, amigos de verdade mesmo... a Pri e o Luiz. E a gente tava conversando sobre toda essa questão... Relacionamentos, compromisso, "amigagem" (ou amigação, sei lá como chama isso), casamento etc. Eles não curtem muito essa idéia de compromisso formal, cartório, igreja. Um cônjuge falar em casamento, noivado, aliança ou qualquer coisa do gênero é o suficiente para causar calafrios. E eu até entendo (um pouco) esse ponto de vista deles. Mas na minha pequena cabecinha, eu fico pensando: "Esse povo não sabe o que é bom!!!"

No começo do post disse que estava com muito sono. Cheguei em casa há pouco tempo, depois de um jogo de mímica. Sabe, daqueles que tem dois grupos, e um grupo escolhe um filme pra uma pessoa do outro grupo fazer a mímica e os outros do mesmo grupo adivinharem o nome do filme. Foi muito divertido! Dessa vez (jogamos ontem também) levamos máquinas fotográficas e registramos (quase) tudo. Sempre são muito bons esses programas. Ligar pra galera, reunir, ir pro supermercado (Comper Jardim dos Estados, aberto 24h) comprar umas cervejas, e ir pros altos da Av. Afonso Pena... tomar cerveja e jogar mímica. Muito bom!!! Aqui em Campo Grande é possível fazer isso... Diversão saudável de madrugada em plena via pública, sem stress, sem violência, sem "aperreio". Muito legal mesmo! Bom... Acho que por hoje chega, né? Só falta agora a parte mais difícil... o título! Não sei se vocês repararam, mas no último post eu simplesmente desencanei e lasquei um "sem título", mas preciso me esforçar para que isso não se torne um hábito. Ah! Um último comentário: estou escrevendo diretamente do notebook do meu pai, e talvez seja esse um dos motivos por eu estar escrevendo tanto... é muito gostoso de digitar nesse teclado!!! =)

domingo, dezembro 26, 2004

sem título

É impressionante, mas parece que pela primeira vez em dois anos de história desse blog, ele vai ter comentários que realmente funcionam!!! Fantástico, né? Agora não tem mais choro nem reclamações, taí! =) Bom. Cá estou em Campo Grande, desfrutando do colo e da comidinha da mamãe, graças ao Deus... Como é bom! A gente passou o Natal lá na chácara, foi um montão de gente, teve amigo secreto da família, e foi bem engraçado ... os top-3 presentes lá foram caixa de bombom, panetone e toalha de banho! Parecia mais Páscoa de tanto chocolate que a gente comeu!

E estou um pouco preocupado. Não sei, parece que ainda não entrei totalmente no clima de "semi-férias" que eu deveria estar... Ou não deveria, sei lá. Acho que estou um pouco preocupado com o exame de Sistemas Distribuídos que tenho que fazer dia 4, e também por ter esquecido de trazer o livro pra estudar ... Como eu vou voltar pra lá dia 2, vai sobrar um tempo bem curtinho pra eu estudar alguma coisa. Mas beleza, acho que o que eu deveria fazer era simplesmente desencanar disso, deixar pra pensar nisso quando chegar a hora, e aproveitar essa cidade linda, essa família maravilhosa que Deus me deu... Mas ainda não consegui entender direito o que tá se passando comigo. Sei lá. Aliás, em muitas ocasiões eu não consigo entender direito o que se passa comigo, não sei porquê. É uma questão complicada. Bom. É isso.

Ah, tá sendo uma coisa legal e nova essa fase do meu blog. Pouquíssimas pessoas sabem da existência do mesmo, acho que só falei pra uma pessoa. Vou deixar as pessoas irem descobrindo com o tempo, por si mesmas. Mas acho que estou escrevendo mais e me dedicando um pouco mais. Sei lá. Hoje li uma parte boa da autobiografia do Ghandi, aliás tô curtindo muito lê-la. Estou lendo bastante nessas férias. Terminei de ler o meu semi-presente que ganhei da Aline (a que mora com a Karina), e gostei muito!!! Quero ver se termino o Ghandi e leio uma parte boa do "Socialismo: uma utopia cristã", que comprei na feira do livro (também). Acho que vou ficando por aqui ... Chega de baboseira por hoje, né?

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Campo Grande à vista !

Depois de muito tempo (muito mesmo!) vou pra Campo Grande... Até tenho que fazer algum esforço pra lembrar quando foi a última vez que fui pra lá... Ah! Agora lembrei, foi dia 18 de novembro, quando teve aniversário de casamento do meus avós, de 60 anos!!! Legal, né? Então, estou bem animado. Vai ser a primeira vez que vou passar as férias aqui em Campinas, infelizmente. Ou seja, vou agora pra lá, e volto logo depois do ano novo, por conta do meu estágio. Dia 3 eu já tenho que trabalhar, vou fazer 40 horas por semana durante as férias, aproveitar que não tem aula, e ver se consigo fazer um pezinho de meia pra viajar pra algum lugar, ou juntar pra casar mesmo. Lá em Campo Grande vai ser legal pra caramba... parece que a família toda vai passar o Natal lá na chácara, e se bobear o ano novo também... piscina, churrasco, tudo de bom...! E além disso, daqui uns dias (dois) tem um gurizinho meio especial que vai nascer! Também estou muito feliz por isso!

Hoje na hora do almoço encontrei a Aline (que mora com a Karina), queria me despedir dela, e nossa, como é difícil achar a menina! Fui lá na casa dela, e dei muita sorte dela estar lá. E foi legal, se eu não tivesse ido ela teria se atrasado pra uma consulta que ela tinha às 13h! Conversamos bastante, sempre é muito bom estar com ela! As férias em janeiro e fevereiro também prometem... Vai ficar uma galerinha muito legal em Campinas: ela, a Kaya (que também mora com a Karina), a Tai, o Olívio... imagina o que a gente não vai aprontar! =) Bom. Estou feliz por estar escrevendo aqui, e desejo muito que eu consiga manter uma certa constância, não só no blog, mas também outras coisas na vida. Estou animado. Animado para o novo ano que chega, animado para a vida que renasce a cada dia. Quero muito mandar um e-mail bacana desejando Feliz Natal pra todos os meus amigos, vou fazer isso amanhã quando já estiver em Campo Grande. Hoje no bandejão tive umas inspirações legais a respeito disso.

Enfim. Por hoje é só, pessoal. Daqui a pouco vou iniciar minha aventura de 16 horas de busão, 16 horas de sono... se Deus quiser, eu termino de ler o livro que eu tô levando, "Alô, Sr. Deus, Aqui é Anna". A Aline me deu de semi-presente no dia do meu aniversário... É um livro que ela gosta muito, e que ela ganhou de presente também, e ela procurou e procurou mas não conseguiu achar pra vender, então ela me deu o dela, pra eu devolver quando terminar de ler. Legal, né? O livro é muito bom mesmo, muito gostoso de ler... Bom, vou ficando por aqui. =)

O bom filho à casa torna ...

Então ... resolvi voltar a usar o tal blogger.com ... Primeiro, porque há algum tempo ele é administrado e governado com mão de ferro pelo todo-poderoso salve salve GOOGLE. E isso conta pra caramba. Depois, porque tem hora que enche o saco ficar editando o HTML na unha, e nem sempre eu consigo fazer ssh lá no IC, volta e meia dá pau nos servidores, e eu fico na mão ... na verdade, acabo usando isso como desculpa para eu não atualizar o bendito blog tão freqüentemente quanto gostaria. Sei lá. A minha idéia é desenvolver um sisteminha básico em PHP/MySQL pra automatizar o processo, tipo um "blogger.com" do meu jeito, mais ou menos. Mas vamos ver como eu me saio. Vai ver eu acabo gostando tanto da coisa, que desencano e resolvo usar isso aqui definitivamente. Facilita a minha vida.